O Conselho de Ministros aprovou ontem o diploma que irá definir as novas normas a aplicar na adopção de livros escolares a partir de 2008 e que regulamentará o regime de avaliação, certificação e adopção dos manuais escolares dos ensinos básico e secundário, procurando que estejam em conformidade com os objectivos e conteúdos dos programas.
A ministra da educação referiu que se pretende garantir a conformidade dos manuais escolares com os objectivos e os conteúdos dos programas e das orientações curriculares e proporcionar às famílias formas de utilização menos dispendiosas. O decreto regulamenta toda a matéria referente à avaliação e certificação dos manuais escolares ou por comissões de avaliação ou por entidades acreditadas.
De acordo com essa lei, é criado um sistema de avaliação dos manuais escolares, antes destes serem adoptados pelas escolas, num processo que começará a ser aplicado progressivamente a partir do próximo ano lectivo.Todos os editores passarão, assim, a ter de submeter os seus manuais a comissões de peritos nomeadas pelo Ministério da Educação ou a entidades acreditadas, que irão avaliar os livros, com a menção de "certificado" ou "não certificado".Depois de avaliados, os professores de cada escola ou agrupamento de escolas terão de seleccionar os manuais que mais se adequam ao seu projecto educativo, de entre os que tiverem sido certificados.O diploma alargou ainda os mecanismos de apoio aos alunos mais carenciados, instituindo a gratuitidade dos manuais aos estudantes do Ensino Básico que beneficiam do primeiro escalão da acção social escolar, a partir de 2009.
4 comentários:
cumps. Numa das disciplinas actualmente lecciono o caso é caricato. O livro na altura único ( hoje existem dois) que teve de ser escolhido foi feito apressadamente e assim não se encontra um exercício sem um erro. Erros normalmente não científicos mas resultantes da não revisão do manual. Troca de numeros por exemplo: em vem de 3600 surge 6300, ou 36000 ... coisa assim.
Dificilmente o actual processo de escolha de manuais é objectivo. Nas disciplinas mais importantes são dezenas de livros, que surgiram nos ultimos dias. E o aspecto visual acaba por ser o factor mais importante. Só depois de um ano de trabalho com o manual se percebe se é bom ou não.
Esta ideia de avaliar os livros previamente, sobretudo se for apenas no sentido de dar uma certificação ao manual é positiva. Não pode é evidentemente coartar a liberdade de escrita dos autores.
Parece-nos uma medida acertada.
Senão vejamos:
- conformidade dos manuais escolares com os objectivos e os conteúdos dos programas e das orientações curriculares;
- proporcionar às famílias formas de utilização menos dispendiosas;
- avaliação e certificação dos manuais escolares ou por comissões de avaliação ou por entidades acreditadas.
- sistema de avaliação dos manuais escolares, antes destes serem adoptados pelas escolas;
- Avaliação dos manuais " certificado" ou " não certificado" por comissões de peritos;
- seleccão dos manuais, depois de avaliados, de entre os que tiverem sido certificados;
- Alargamento dos mecanismos de apoio aos alunos mais carenciados.
O processo seria análogo, ao do software que está em banho-maria.
FOram feitos uns cursos , criado um sistema , o Sacausef, (basicamenet uma longa grelha de avaliação feito após um estudo detalhado). os professores seriam técnicos Sacausef e receberiam o software para analisar. Ficaria tudo disponível online. Não impediriam a venda mas certificava.
Esse processo está um pouco parado.
Nos manuais a ideia inicial era também essa.Apenas certificar pelo que quem fosse comprar tinha digamos um selo de certificação.
Não sei se depois se foi por este caminho, pois as editoras têm interesses.
e contra interesses, nada a fazer!
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